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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Derby Azul (Post Minimalista 21)



Post minimalista - informação e pouco texto - de volta as canções e seus poetas; hoje, "O Tempo Não Pára", de Cazuza. Um clássico bem apropriado para este momento. Aliás, sempre apropriado.


O Tempo Não Pára

Composição: Cazuza / Arnaldo Brandão

Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara

Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não pára

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando uma agulha num palheiro

Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára





Souza Cruz S.A.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Luxor 100's (Rio de Janeiro, 444 anos)



"O Rio de Janeiro

Continua lindo
O Rio de Janeiro
Continua sendo
O Rio de Janeiro
Fevereiro e março..."

Já dizia o poeta em uma das muitas canções que enaltecem a Cidade Maravilhosa; para mim é Rio de Janeiro à Janeiro porque esta cidade é bela o ano inteiro(rimou até), seja em qual estação for, apesar de dizerem que no Rio é verão o ano inteiro; pode ser verdade, e ainda bem, com suas praias maravilhosas! Mas o fato é que o Rio encanta e é até impossível passar incólume por aqui(sim, estou no Rio, sempre!). E ontem, aniversário de fundação desta maravilha, é óbvio que fui aproveitar ao máximo seu 444 ano de vida, de necessária fundação(Portugal que o diga), porque isto aqui já era muitíssimo aproveitado pelos seus nativos, hoje em dia, todos somos cariocas desde sempre, basta conhecer.
Agora nem tenho muito para escrever sobre o assunto; existem canções várias que já dizem tudo, seria até um pecado de minha parte falar algo além do que dizem os poetas de variados estilos. Podemos encontrar em Tom, Chico, Caetano, Gil, Vinícius, Adriana, Fernanda, Cazuza, ... quase infinito - melhor ouvir e curtir.
O Rio de Janeiro, a minha cidade, onde nasci, cresci e quero findar, é para amar, e o que se ama, se ama incondicionalmente, senão, não é amor. E quem ama, cuida.
Cuide você também!






PHILLIP MORRIS BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Ritz Slims (Posto 9)






Domingo de sol, verão, calor de matar na sombra, um mar absolutamente calmo, aguá verde garrafa na temperatura exata, areia com ocupação civilizada e turistas, alguns turistas. O prazer que senti na manhã de sol em companhia de amigos, me fez reviver um hábito que havia largado à tempos: ver o pôr do sol no Posto 9. Tenho escrito sobre Ipanema, Posto 9, mas é que estou em momento inebriado pelo bairro, aliás pela cidade, mas como gosto muito do meu espaço e é por onde concentrei minha vida, normal que o bairro seja citado com frequência. Ainda falarei muito sobre Ipanema; aguarde!
O que quero mesmo falar é sobre a emoção que senti hoje - em momento já folclórico na cidade - ao aplaudir o pôr do sol no Posto 9. Caramba! Parece que foi aquele tempo que já passou. Mas que tempo já passou? Cazuza disse que o tempo não pára, e se Cazuza disse, tá dito!
O tempo não pára, o tempo já passou mas a vida renasce a cada dia e é isso que eu senti hoje naquele momento, e foi exatamente esse sentimento que me fez reviver o mesmo que tempos atrás, e ponha atrás nisto. Talvez por este motivo eu tinha a sensação que não fazia mais parte do meu momento, porque o tempo passa e tem-se que fazer escolhas: nascer do sol ou pôr do sol. Como prefiro praia e sol bem cedo, nunca mais tinha ido à praia no horário de hoje e confesso que prefiro cedo, mas ver aquele espetáculo foi bem emocionante.
Procurei por alguma informação mais precisa sobre essa prática dos aplausos e nada de efetivo encontrei. Uns dizem que começou com um grupo de amigos lá pelos idos de 1960, outros de que foi Ibrahim Sued após uma tarde regada a whisky (nem precisava de birita), mas para mim, isso já rolava entre os originais das Terra Brasilis, e o que bem sei é que é um ESPETÁCULO DA NATUREZA !!!
Aproveite!





SOUZA CRUZ S/A