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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Benson & Hedges ("Dindi")



Somente uma homenagem a Gal Costa e ao grande Tom Jobim com a apresentação de "Dindi".

Que delícia de namoro!

"Céu, tão grande é o céu
E bando de nuvens que passam ligeiras
Pra onde elas vão
Ah, eu não sei, eu não sei ... "


Dindi

Composição: Antonio Carlos Jobim/ Vinícius de Moraes/ João Gilberto

Céu, tão grande é o céu
E bando de nuvens que passam ligeiras
Pra onde elas vão
Ah, eu não sei, eu não sei
E o vento que fala nas folhas
Contando as histórias que são de ninguém
Mas que são minhas
E de você também
Ah! Dindi
Se soubesses o bem que eu te quero
O mundo seria Dindi
Tudo Dindi, lindo Dindi
Ah! Dindi
Se um dia você for embora
Me leva contigo, Dindi
Fica, Dindi, olha Dindi
E as águas desse rio
Onde vão eu não sei
E a minha vida inteira
Esperei, esperei
Por você, Dindi
Que é a coisa mais linda que existe
Você não existe, Dindi
Deixa Dindi
Que eu te adore Dindi
Dindi





PHILLIP MORRIS BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Free (Post Minimalista 29 / "Chovendo na Roseira")



Continuando a série post minimalista - informação e pouco texto - mesmo estando na Zona Oeste da Cidade minha inspiração flerta com a Bossa Nova, eu sei que a cidade é a mesma, mas é imenso o território e os lugares tem características distintas, então, vou de Tom Jobim em "Chovendo na Roseira", nem sei se esta é do gênero, mas é como vou representar sentimentos e o verde tão presente na minha Cidade Maravilhosa.

Ainda não é Primavera mas o Rio é tão belo em qualquer estação, seja no Norte ou no Sul, guardadas todas as devidas proporções, que sempre é possível se abster reparando no movimento da natureza, porque afinal ...

"Ahh, você é de ninguém! "

Chovendo na Roseira

Olha
Está chovendo na roseira
Que só dá rosa mas não cheira
A frescura das gotas úmidas
Que é de Betinho, que é de Paulinho, que é de João
Que é de ninguém!

Pétalas de rosa carregadas pelo vento
Um amor tão puro carregou meu pensamento
Olha, um tico-tico mora ao lado
E passeando no molhado
Adivinhou a primavera

Olha, que chuva boa, prazenteira
Que vem molhar minha roseira
Chuva boa, criadeira

Que molha a terra, que enche o rio, que lava o céu
Que traz o azul!

Olha, o jasmineiro está florido
E o riachinho de água esperta
Se lança embaixo do rio de águas calmas

Ahh, você é de ninguém!






Souza Cruz S.A.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Chanceller Extra Slims ("Sabiá")



Pensei em escrever um post minimalista, mas melhor não, ando em fase fechado mas tenho uma mente em eterna ebulição, muito para falar, o tema que me veio é "Sábia", de Chico e Tom, um grande sucesso nos anos 60, uma época confusa com ditadura, regime militar, liberdade limitada, direitos suspendidos, vigilância austera, desejos reprimidos e futuro incerto. Bem confuso. Muitos indo, outros chegando, vários desaparecendo e o mundo girando. Um grupo não perdeu as esperanças, continuou marchando em busca da liberdade, de dias melhores, mais leve e feliz.

Como se é feliz em nosso próprio canto, nosso espaço. Sempre percebi isto e também o canto dos Bem-Te-Vis em vários lugares diferentes onde já morei - foram poucos, mas em todos lá estava o canto deste pássaro vindo de longe, solto ao ar, voando livre pelos céus, mas também tínhamos Sabiá, mas em gaiolas, nunca concordei, mas era assim.
Mas o que vem ao fato é a mensagem da canção, o ir, o voltar e o melhor, o desejo sincero de querer voltar, e lutar firme por isto.

Sabiá

Composição: Tom Jobim e Chico Buarque

Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar
Foi lá e é ainda lá
Que eu hei de ouvir cantar
Uma sabiá

Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Vou deitar à sombra
De um palmeira
Que já não há
Colher a flor
Que já não dá
E algum amor Talvez possa espantar
As noites que eu não queira
E anunciar o dia

Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Não vai ser em vão
Que fiz tantos planos
De me enganar
Como fiz enganos
De me encontrar
Como fiz estradas
De me perder
Fiz de tudo e nada
De te esquecer

Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
E é pra ficar
Sei que o amor existe
Não sou mais triste
E a nova vida já vai chegar
E a solidão vai se acabar
E a solidão vai se acabar




PHILLIP MORRIS BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Charm Slims (Procura-se The Girl From Ipanema Desesperadamente)



Estava hoje em minha costumeira caminhada matinal pelo calçadão quando, em determinado trecho do meu percurso, fui interpelado por um grupo de turistas, presença normal na cidade ainda mais por estas bandas. Estavam querendo saber onde poderiam encontrar The Girl From Ipanema. Era um grupo de ingleses, amantes do Brasil e sua música. Estavam todos bastante ansiosos e animados em encontrar The Girl From Ipanema. Fiz o que entendi. Expliquei como chegar até a Rua Montenegro - ops! - Rua Vinicius de Moraes, nome de um dos autores de famosa canção.

Fui até o final de minha caminhada e, na volta, quando passei pelo mesmo trecho de antes, encontro o mesmo grupo de turistas quase desesperados por saber onde estava de fato The Girl From Ipanema. Perguntei sobre o bar que indiquei e ouvi que só encontraram um "butiquim de esquina", e que perguntaram para várias pessoas e ninguém sabia dizer onde seria possível encontrar a famosa inspiração de tal canção mundialmente conhecida. Como assim? Eles querem ver a musa que inspirou Tom e Vinicius? Será que estavam pensando que ela dá expediente nas esquinas de Ipanema? Ou será que embalsamada em algum lugar? Entendi nada. O que notei foi a cara de decepção que fizeram quando disse que a musa nem no Rio reside mais, mas de qualquer forma, como ainda pode ter alguém procurando por um outro alguém que foi fonte para criação desta obra de 1962? Muito tempo corrido, não é? E o mais interessante é o fascínio que esta música ainda causa pelo mundo à fora. Concordo ser uma bela canção, mas ser a mais gravada do repertório brasileiro onde temos uma vasta lista de belas outras? Impressiona sim. Talvez seja também o mesmo fascínio que o bairro onde ela foi concebida e/ou o mesmo encanto que as garotas de Ipanema exercem. Pode ser. De qualquer forma, é mesmo um sucesso estrondoso e inquestionável, cantada e/ou gravada em línguas diferentes em todos os cantos do Mundo, praticamente uma unanimidade nacional ao retratar a malemolência da mulher brasileira vinculada ao bairro que, até hoje, é considerado o mais charmoso do Rio.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Garota_de_Ipanema

Garota De Ipanema

Composição: Antônio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes

Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça
É ela menina
Que vem e que passa
Num doce balanço, a caminho do mar

Moça do corpo dourado
Do sol de Ipanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar

Ah, porque estou tão sozinho
Ah, porque tudo é tão triste
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
E também passa sozinha

Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo inteirinho se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor




Souza Cruz S.A.

domingo, 15 de março de 2009

Cohiba (Post Minimalista 07)



Encerrando este domingo com chave de ouro, mais um da série "post minimalista" - informação e pouco texto - "Luiza", de Tom Jobim e tema de abertura da novela "Brilhante" da qual a deusa Vera Fischer foi uma das estrelas.

Luiza

Composição: Antônio Carlos Jobim

Rua,
Espada nua
Boia no céu imensa e amarela
Tão redonda a lua
Como flutua
Vem navegando o azul do firmamento
E no silêncio lento
Um trovador, cheio de estrelas
Escuta agora a canção que eu fiz
Pra te esquecer Luiza
Eu sou apenas um pobre amador
Apaixonado
Um aprendiz do teu amor
Acorda amor
Que eu sei que embaixo desta neve mora um coração

Vem cá, Luiza
Me dá tua mão
O teu desejo é sempre o meu desejo
Vem, me exorciza
Dá-me tua boca
E a rosa louca
Vem me dar um beijo
E um raio de sol
Nos teus cabelos
Como um brilhante que partindo a luz
Explode em sete cores
Revelando então os sete mil amores
Que eu guardei somente pra te dar Luiza
Luiza
Luiza

.


Habanos S.A

segunda-feira, 2 de março de 2009

Luxor 100's (Rio de Janeiro, 444 anos)



"O Rio de Janeiro

Continua lindo
O Rio de Janeiro
Continua sendo
O Rio de Janeiro
Fevereiro e março..."

Já dizia o poeta em uma das muitas canções que enaltecem a Cidade Maravilhosa; para mim é Rio de Janeiro à Janeiro porque esta cidade é bela o ano inteiro(rimou até), seja em qual estação for, apesar de dizerem que no Rio é verão o ano inteiro; pode ser verdade, e ainda bem, com suas praias maravilhosas! Mas o fato é que o Rio encanta e é até impossível passar incólume por aqui(sim, estou no Rio, sempre!). E ontem, aniversário de fundação desta maravilha, é óbvio que fui aproveitar ao máximo seu 444 ano de vida, de necessária fundação(Portugal que o diga), porque isto aqui já era muitíssimo aproveitado pelos seus nativos, hoje em dia, todos somos cariocas desde sempre, basta conhecer.
Agora nem tenho muito para escrever sobre o assunto; existem canções várias que já dizem tudo, seria até um pecado de minha parte falar algo além do que dizem os poetas de variados estilos. Podemos encontrar em Tom, Chico, Caetano, Gil, Vinícius, Adriana, Fernanda, Cazuza, ... quase infinito - melhor ouvir e curtir.
O Rio de Janeiro, a minha cidade, onde nasci, cresci e quero findar, é para amar, e o que se ama, se ama incondicionalmente, senão, não é amor. E quem ama, cuida.
Cuide você também!






PHILLIP MORRIS BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Djarum Black (Gal Costa)






Continuando o caminho das musas, ela, a fatal, a tal, a tropical: Gal Costa.
Foi assim que ouvi esta verdadeira baiana ser apresentada em show lá por 1979. O show era Gal Tropical, homônimo de disco gravada no mesmo ano. Ela entrava de rumbeira vermelha, salto agulha, rosas nos cabelos soltos ao vento, corpete e na voz, "Meu Nome é Gal", canção que Roberto Carlos e Erasmo Carlos fizeram ainda no final dos anos 60; esta era uma releitura. O mais interessante é o final em que Gal trava um duelo com a guitarra repetindo seu nome. Uma loucura!
Daí em diante acompanho sua carreira bem de perto, vi todos os seus shows no Rio de Janeiro, tenho uma coleção com seus discos, porque afinal, Gal sempre esteve "presente" na minha história.
Sendo ligado à música, elegi Gal Costa como minha intérprete maior, seja cantando Caetano Veloso ou Tom Jobim, Tim Maia, Djavan, Cartola, ... qualquer bom compositor.
Além de gostar imensamente de sua voz, gosto de sua trajetória na vida, os anos de desbunde que eu gostaria de estar presente, os amigos, e sem falar em seu jeito malemolente, baianês de ser.

"... Mas a gente gosta quando uma baiana
Samba direitinho, de cima embaixo
Revira os olhinhos dizendo
Eu sou filha de São Salvador."
Geraldo Pereira








GOLDEN LEAF TOBACCO LTDA