Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Free Red (O Beijo / "Kiss")



Beijo, o beijar, o beijo, ser beijado. O que dizer sobre o beijo? Beijo é para dar, receber, expressar carinho, amor, admiração, respeito, desejo e até medo - por que não? Através do beijo podemos demonstrar afeto, cumprimentar alguém ou se despedir, pode ser em qualquer parte do corpo ou ser o mais cultuado e erótico de todos: o de língua. Este costuma iniciar uma relação afetiva, romântica ou somente sexual, costumo dizer que através do beijo podemos sentir se a transa em si tem possibilidades ou não de dar certo, de funcionar bem, funciona como um termómetro, digamos assim, esquenta, faz acender, ligar as turbinas, se é que me entende.

Nem todos tem este sentimento em relação ao beijo, principalmente o de língua; alguns loucos dizem ter receio, um certo nojo até em "trocar saliva" com alguém. Beijo não é para ser encarado desta forma. Não é para sair osculando por aí afora, de forma alguma, o beijo é para ser dividido com alguém com quem tem-se algum tipo de envolvimento, mesmo que seja meteórico e/ou momentâneo, é certo que existem os sociais, os por educação, mas estes são meramente pro formes. Os que realmente contam são aqueles que trocamos, recebemos ou oferecemos a alguém por quem nutrimos um verdadeiro afeto, admiração, sentimentos nobres de afeição. Faz muita falta. Digo até que o beijo funciona como combustível, alimenta, nos nutre, faz enternecer a alma. O encontro de duas línguas que se querem tem a capacidade de transformar qualquer tipo de ânimo, faz aumentar a pressão arterial, o batimento cardíaco dispara, o sangue ferve, os pêlos se arrepiam, uma carga elétrica percorre todo o corpo, ... , ah! O beijo. Que cumplicidade é travada neste momento, quantos segredos são revelados quando os lábios se tocam e as línguas se afinam em um bailar sem fim, se misturam, se envolvem, se degustam, se fundem, se desejam. Como nos sentimos plenos quando envolvidos, verdadeiramente, no ato de beijar; a entrega, a proteção. O dia do beijo de língua é comemorado aos 13 de abril. No beijo são movimentados 29 músculos da face. Em toda vida as pessoas dão cerca de 24 mil beijos.
A cultura do beijo diferencia de lugar para lugar, cada região tem sua forma de demonstrar afeto, assim como se diferencia também de período histórico. No Brasil, por ser um países caliente e latino, temos uma forma descontraída de expressar afeto através do beijo, mesmo assim, ainda temos algumas restrições, existem os preconceitos velados, o machismo atuante, mas somos bem mais afetuosos que outros lugares. De qualquer forma, o importante é beijar na boca e ser feliz.

Wikipédia:
Um beijo (do latim basium) é o toque dos lábios com qualquer coisa, normalmente uma pessoa. Na cultura ocidental é considerado um gesto de afeição. Entre amigos, é utilizado como cumprimento ou despedida. O beijo nos lábios de outra pessoa é um símbolo de afeição romântica ou de desejo sexual- neste último caso, o beijo pode ser também noutras partes do corpo, ou ainda o chamado beijo de língua, em que as pessoas que se beijam mantêm a boca aberta enquanto trocam carícias com as línguas.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Beijo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Beijo_de_l%C3%ADngua

Kiss

(kiss, kiss me)
(hold, hold me)
(kiss me, hold me, kiss me, hold me...)

Kiss, kiss me
Say you miss, miss me
Kiss me love, with heavenly affection
Hold, hold me close to you
Hold me, see me through
With all your heart's protection

Thrill, thrill me
With your charms
Take me, in your arms
And make my life perfection
Kiss, kiss me darling
Then, kiss me once again
Make my dreams come true

(this is the moment, oh thrill me)

Thrill me, thrill me (with your charms)
Take me, take me (in your arms)
And make my life perfection
Take me, darling don't foresake me
Kiss me
Hold me tight
Love me, love me tonight

(kiss me, hold me, take me, love me, kiss me, kiss me, kiss me)






Souza Cruz S.A.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Marlboro Fresh Mint (Outono)



"Vem chegando o verão
O calor no coração
Essa magia colorida
São coisas da vida..."

Pois é, isso já cantava Marina Lima mas faz jus lá em Dezembro, agora, o que podemos é encontrar canções - encontrei em Rosa Passos, Djavan e outros - que falem desta estação mais branda, diria até um preparo para os tempos de inverno.
O verão já foi, e com ele muito das aventuras e experiências que ficarão guardadas na memória; é ótimo, mas já passou, "bola pra frente"!
Diferentemente da romântica primavera, do esfuziante e sedutor verão e do introspectivo inverno, o outono é mais tranquilo, calmo, onde a natureza se prepara para as temperaturas mais baixas da próxima estação. Aqui no Brasil, no Rio de Janeiro especificamente, as estações não são tão distintas assim, pelo menos tão extremistas, as vezes verão e inverno se confundem, mas temos sim estações definidas; dá para sentir na natureza as transformações, as mudanças no clima, no colorido, nas árvores, nos pássaros, animais em geral, nas correntes de ar, nas marinhas também, enfim, a natureza não mente, não esconde que "novos ares" estão soprando. As temperaturas são amenas, o dias e as noites tem o mesmo período de tempo, o clima muda bruscamente mas a cidade fica linda, não o calor beirando ao insuportável do verão; o céu fica mais claro e o mar, ah! o mar, uma beleza.
É momento de amar, aliás, qualquer estação é momento de amar, mas no outono parece que a natureza, as cores, o clima, tudo conspira para isso, fica mais agradável; é diferente dos amores de verão: "calientes", intensos e passageiros. No outono não, é aconchegante, intimista, envolvente. Sinto nesta estação período propício para reflexão, encontro com o famoso "eu interior", quando se faz necessário, assim como muitos animais na natureza fazem, se preparar para os dias frios, escassos do inverno. É assim que funciona a natureza.
E por que seria diferente conosco que também somos animais? Racionais, mas com os outros, animais.
Prepare-se para novas emoções.




Philip Morris Brasil Ind. e Com. Ltda.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Lennon Azul (O Sábado)


Sábado, sábado, sábado.
Hoje é sábado e eu adoro este dia, nem sei bem explicar o porquê, mas para mim sábado tem gosto, cheiro, astral de alegria, de passeio, de diversão. É um dia da semana que não é de trabalho como segunda à sexta(para alguns) e nem tão pouco de oração como o domingo(para outros); é um dia mais livre. Nem sempre foi assim; os antigos destinavam este dia à adorar seus deuses, e lá pelos 300 dc, acordos políticos e religiosos com certeza, mudaram para domingo o dia de oração. (ver link abaixo)

Talvez por eu ter nascido em um sábado lá pelo meio do século passado este dia leve alguma grande significância sobre mim - sei lá - o fato é que sempre me sinto muito bem neste dia da semana. Geralmente são dias que gosto mais de acordar, caminhar, ir ao sol, curtir a natureza, ver amigos, comer bem, ler algo interessante, namorar(sempre!), sair para dançar, ... , tudo cabe em um sábado - como se não fosse possível curtir tudo isso e muito mais nos outros dias da semana!!! - Mas é que o sábado tem um "gosto" diferente; poetas já cantaram o sábado ou o que se faz em um sábado, os planos para um sábado e até Hollywood eternizou o sábado à noite e seus embalos(lembra? Claro que sim!).

Staying alive, staying alive, ha ha ha ha, staying alive.

Todo mundo espera algo de um sábado à noite(isto é letra de música eu acho); romances iniciam em um sábado, terminam também; festas são aos sábados, enterros podem ser também; o que quero dizer é que não existe um padrão para qualquer que seja o dia da semana, nada está convencionado, o que difere é o estado de espírito de cada um de nós, é o emocionar-se, é o se permitir, é o abrir os olhos pela manhã e saudar a natureza mesmo que seja um dia nublado; não importa, o que importa de verdade são as lentes que usamos para decodificar nosso campo de visão e imaginação.
Abaixo, vídeo de uma das mais belas canções da MPB na voz de Maria Bethânia (prefiro Gal, sempre!) que fala de sábado, de Copacabana, de amor.
Sábado é isso, é amor.
Sonhe!



http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A1bado


CIBAHIA TABACOS ESPECIAIS LTDA

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Kissme (A Paixão)









Escrever sobre a paixão não dá, é como o amor ou os outros sentimentos tipo raiva, ódio, ternura, saudade ... é sentir mesmo, o que posso é falar das "reações adversas" que este sentimento causa no ser humano. É diferente do amor que já escrevi em post passado, é mais intenso, forte, inebriante, louco, destemperado e muito mais que isso, é vivais; não tem outro sentimento que nos faz sentir mais vivo que a paixão. O amor, por exemplo, enobrece, é mais tranquilo, fluido, sereno, pelo menos é para ser e por isso mais cantado em prosa e verso, já a paixão não tem nada de tranquila, tira o sono, o apetite, aumenta o batimento cardíoco, dá vontade de estar junto o tempo todo, uma necessidade de presença física, de sentir o cheio da pele, olhar nos olhos, pegar, abraçar, beijar, beijar muito e ... ah! a paixão, como esquenta a gente.
Na paixão não há tempo, é mais ativa que o amor, é imediata, isso, a paixão é imediatismo puro, quero agora, não posso esperar. Esperar o que? Vai saber! Agora, é um sentimento fulgás, se não vira amor, a paixão apaga tão rápido quanto encendeia, motivo da pressa, será? Sei não, talvez. O que sei é que a paixão é carnal, emocionalmente carnal.
Ela pode ser mais dolorida que o amor, este seria mais sofrido o termo, porque a paixão dói, dói muito e pode ser uma dor prazerosa ou, muito pelo contrário, doloridíssima, ainda mais quando não somos correspondidos, aí é orar, só orando, mas se correspondida, é o Céu na Terra; os dias ficam mais iluminados, as pessoas mais simpáticas, bonitas, o sorriso se manifesta tão naturalmente que nem é preciso ouvir algo interessante para isso. Fica-se tão mais leve, bem humorado, bom astral como dizem. Fazemos loucuras quando apaixonados e nem sempre o outro entende, só se estiver na mesma sintonia, senão, ficamos com a imagem de destemperados ou sei lá o que . Quem nunca cometeu um loucura por uma paixão? Se nunca, só lamento. É muito bom, já vivi isso por vezes assim como também o lado B, o famoso lado B de tudo, o lado B das paixões, aquelas platônicas, mais obsessivas que o amor platônico, descontroladas para o mal total, em que se perde o discernimento, o sentido da vida(nossa!), do bom convívio, fica-se mesmo desorientado; não me arrependo não, estou pronto para outras experiências, mas digo sempre: "Eu não me apaixono porque eu sofro", e sofro mesmo. Mas até que é bom "sofrer", de paixão, claro!(rsrsrs).
Quer saber? Enlouqueça você também, apaixone-se!




Cia. de Fumos SANTA CRUZ

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Chesterfield (Escrever)











Escrever, sobre o que escrever, qual
assunto, idéia, acontecimento, pessoa, época, e por aí vai. Mas por que ter um porque? Sei, ajuda a colocar os pensamentos em ordem, chegar a algum objetivo, dar sentido ao texto, é, pode ser. Eu escrevo porque acima de tudo gosto, isso sim ajuda a colocar os pensamentos em ordem, muda a forma como olho o mundo quando ando pelas ruas com olhos de escrita, como vou falar sobre esse ou aquele assunto, daí, sai um texto, bom né? Eu estou adorando.
Agora me senti no dever de escrever algo, ou necessidade? Sei lá, o fato é que aqui estou; talvez por ter passado o dia recluso - o joelho não tá legal, a gripe veio chegando pesada - e conversei pouco, não estive com ninguém e mal fui a rua; a boa coisa foi uma conversa bem civilizada e divertida até que tive com uma prima(não é a Bebel minha pima!). Bem legal! Como é bom ver um dos seus com uma cabeça aberta, moderna, antenada, que procura se melhorar como ser humano, puxa vida, fiquei bem contente; me fez bem.
Não é fácil atingir este estado de consciência do mundo, uma forma mais leve eu digo, desfazendo conceitos arraigados, abrindo para o novo sem pré julgamento, trabalhar a humildade, a fraternidade, respeitar individualidade e acima de tudo, amar, parece chavão mas é real - "só o amor constrói". É assim que penso, pode parecer antigo, mas e daí? Sou antigo mesmo, antigo não, vivido (rsrsrs).
E escrever tem me ajudado muito a colocar as idéias em ordem, exercitar o português(preciso muito), aprender nas pesquisas, ler mais, entender mais de internet e este "ser" que é um computador - o problema é que "ele" fuma demais - dizer o que eu penso, fazer homenagens, falar de mim, de fatos diários, do cotidiano, enfim, colocar idéias, me expressar. Como diz Madonna (sempre ela) :

Express Yourself!





Liggett & Myers Incorporated, USA

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Kaiser Azul (A Família)














Seguindo falando de amor ou a forma de amar em uma espécie de trilogia como o amor romântico e o amor amigo, finalmente, o amor família. O que dizer desta que é a forma de amar primeira, inicial, de base, nosso primeiro convívio social onde deveríamos aprender como se relacionar? Não sei. No contexto família, o amor ou os sentimentos de uma forma geral são muito conflituosos, confusos, envolvem várias questões de ciúmes, disputas, ressentimentos adquiridos ao longo do tempo, interesses próprios, tem-se tamanha intimidade e conhecimento do outro que na maior parte do tempo isso é usado de uma forma nada construtiva; são relações que não escolhemos a princípio, um convívio às vezes obrigatório, necessário e isto faz com que o amor família perca sua naturalidade, sua essência. Muitas vezes se quer tanto o bem de um parente querido que confundimos a forma como amar, se tornando até prejudicial, não pensando na felicidade do outro e sim no que pensamos ser felicidade para o outro. É claro que existem casos em que o amor família é altamente recompensador, reconfortante, seguro, mas isso, acredito eu, somente quando o que importa de fato seja a afinidade, o amor essência, e não o obrigação.
Posso afirmar, e admito, que em muitos casos são os "laços" de família que nos socorrem em momentos de alta necessidade, como doença, crise nas finanças e que tais, mas continuo reforçando que esse apoio vem geralmente de onde menos se espera, onde temos plantado o mais verdadeiro amor, aquele natural, disponível, nato.
Talvez percamos a atenção em cuidar deste amor em família, de preservar, de manter; não sei se o auto-conhecimento mútuo nos force a não investir muito ou porque já "temos" aquela pessoa em nossas vidas mesmo que se torna dispensável o exercício do amor, aquelas atitudes necessárias para a manutenção de uma bom relacionamento afetivo. Estou me referindo à família de sangue e não a que escolhemos para nosso convívio mais íntimo.
O fato é que amar e ser amado é uma dádiva, uma conquista tão natural como deve ser a vida.
Ame, expresse seu amor.






CIA SULAMERICANA DE TABACOS

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Lucky Strike (A Amizade)












"Amigo não tem defeito", constumo dizer.
A amizade; não é um título somente, é a materialização da cumplicidade. É quando duas pessoas se encontram de verdade e mais que do nada, se descobrem como se amigos de infância fossem.
No post passado falei sobre o amor de uma forma ampla, concordo que tendencioso para o amor sexo-afetivo, mas agora vamos para o amor que considero ser o mais importante: o da amizade. Sim, falo isso sem o menor pudor pois sei que alguns irão me crucificar por não ser o da família, mas nem sempre a família biológica que temos nos é acolhedora e/ou, ao passar dos anos, caminhos vão sendo traçados e é natural que distâncias aumentem entre os familiares. Ao mesmo tempo vamos nos relacionando com pessoas em lugares que frequentamos e daí surgem as mais impressionantes surpresas da vida: as que ao primeiro encontro já sabe "tudo" de nós, já se cria a tal cumplicidade e a vontade de estar junto e descobrir mais e mais, por serem deliciosas as descobertas.
Um amigo sabe o momento de chegar e o de partir, respeita espaço e silêncios, está sempre presente mesmo ausente, e pode se ausentar que a presença sempre será sentida.
Amigos, amigos, amigos ... são tantos e tão poucos, necessários, verdadeiros e intensos, como a vida!





SOUZA CRUZ S/A

Free Silver (O Amor)





O amor. Ah! O amor, o amor ... Tanto já se falou, escreveu, fez, desfez, construiu, desconstruiu e todo o alfabeto mais sobre o amor que sinceramente para mim o amor é sentir, e então expressá-lo em atitudes. Muitos dizem que quando se ama, fica-se bobo, infantil, ridículo até mas, como é bom ser ridículo. Embora o talvez maior amante em nossa MPB, Vinícius de Moraes, que em parceria com Carlos Lyra tenha duvidado da existência de tal sentimento em "Coisa Mais Linda", trecho :

"... Porque tão linda assim não existe a flor
Nem mesmo a cor não existe
E o amor
Nem mesmo o amor existe
Porque tão linda assim não existe
A flor
Nem mesmo a cor não existe
E o amor,
Nem mesmo o amor existe."

o amor é o principal tema da maioria das canções pelo mundo. No Brasil, por exemplo, todos os grandes compositores cantaram o amor. O amor sofrido, o impossível, o arranjado, o louco, o sereno, o saudoso, o esfuziante, o sexy, o cristão, não importa, o que realmente importa é o sentir, o estar vivo, com o sangue esquentando e pulsando pelo corpo todo. Que sentimento cada vez mais difícil de se sentir. Parece que estamos todos nos guardando para algo, alguém que nunca chega e com a facilidade do mundo moderno tecnológico, a facilidade de "encontros" tirou o encanto da busca, da conquista, da paquera, do cortejo.
Lembro como é gostoso o exercício da paquera, ver a mesma pessoa à distância por um período até que o dia H (!?) chega e materializa toda a fantasia vivida na sua individualidade. Uau!!! Difícil, mas não impossível. Eu quero acreditar assim; não me considero um romântico inveterado, mas para quem já viveu pelo menos um grande amor, não pode perder as esperanças, claro que se adaptando aos novos tempos, senão, babau! "Dança", fica "excluído" do contexto geral e é preciso fazer parte de, conhecer para depois tirar as próprias conclusões.
Em muitas situações, o amor faz sofrer, e por medo talvez, costuma-se evitar quando o sentimento está aflorando; medo de rejeição, de abandono, de perda da individualidade/liberdade, e que mais, fazem com que as pessoas se "fechem", dêem preferência aos "amores" fortuitos em detrimento do amor que fortifica, acrescenta, revela, enobrece, qualifica, ... , rejuvenesce.
Eu quero chegar até o final dos meus tempos fortificado, rejuvenescido. E você ???

Abaixo, o "Soneto de Fidelidade", de Vinícius de Moraes, e "Cartas de Amor", de Fernando Pessoa; inspire-se.

Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


= = = = = = = = = =

Todas as cartas de amor...


Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)







SOUZA CRUZ S/A