Acabei de escutar duas notícias: enchente no Nordeste e seca no Sul - do Brasil. Quanta disparidade dentro de um único território, que país para compreender realidades tão distintas. Que país extenso este, não é? E tão acostumado com catástrofes, diria melhor, com desventuras. Um país rico, belo, respirando vida e ainda com realidades inconcebíveis no Mundo atual. E o Mundo quer mais. Mais de suas riquezas, Brasil, mais de suas belezas.Já o exploram desde que puseram os pés aqui pela primeira vez, e nós por sinal aqui estando, continuamos a explorar, terra em que tudo que se planta, dá. Duas notícias ruins, aliás, como de costume; ultimamente tem sido assim, há muito não ouço uma boa nova de verdade, são más novas; agora passo o olho nos jornais, seleciono o que será lido e está cada vez mais "diminuindo" o jornal para mim, eram boas horas que passávamos juntos aos domingos. As boas tem ligação com ecologia, preservação(de novo???). Falam do que devemos fazer, agora que já esculhambamos tudo, para conservar o que ainda temos, e o Brasil é foco nesta discussão mundial, claro! Com sua matas, rios e cascatas, não poderia ser diferente. A riqueza ainda conservada por estas terras é impressionante. Desde que acharam estas terras, exploram, isto acaba quando? Alguém tem a resposta? Era pau-Brasil, ouro, pedras preciosas e por aí vai e agora, meio ambiente? Ok, é para o bem geral, mas faça me o favor. Deixemos isto para lá. Viva o meu Brasil; Estados tão diferentes dentro de um todo. Mesmo idioma oficial, mas diferentes línguas, mesmo território, mas diferentes culturas, mesmo Brasil, mesma maravilha de cenário.
Aquarela Brasileira
Composição: Silas de Oliveira
Vejam essa maravilha de cenário É um episódio relicário Que o artista num sonho genial Escolheu para este carnaval E o asfalto como passarela Será a tela do Brasil em forma de aquarela Caminhando pelas cercanias do Amazonas Conheci vastos seringais No Pará, a ilha de Marajó E a velha cabana do Timbó Caminhando ainda um pouco mais Deparei com lindos coqueirais Estava no Ceará, terra de Itapuã De Iracema e Tupã E fiquei radiante de alegria Quando cheguei na Bahia Bahia de Castro Alves, do acarajé Das noites de magia, do candomblé Depois de atravessar as matas do Ipú Assisti em Pernambuco A festa do frevo e do maracatu Brasília tem o seu destaque Na arte, na beleza, arquitetura Feitiço de garoa pela serra São Paulo engrandece a nossa terra Do leste, por todo o Centro-Oeste Tudo é belo e tem lindo matiz No Rio dos sambas e batucadas Dos malandros e mulatas De requebros febris Brasil, essas nossas verdes matas Cachoeiras e cascatas De colorido sutil E este lindo céu azul de anil Emoldura em aquarela o meu Brasil
Hoje é aniversário do Brasil - 509 anos - conta fácil de fazer. Não é feriado nacional(mais um?) nem tão pouco ocorrem festividades ou comemorações pela data, pelo evento ocorrido lá pelos 1500 DC. Será que não temos o que comemorar/celebrar? Sei que homenagem não seria o melhor termo aplicado, mas uma festividade que fosse, me parece bem simpático levando em consideração ser o "homenageado", a Nação que nos acolhe à todos. Encontrei estes textos sobre o assunto no Wikipédia (os links estão no final):
O termo descoberta do Brasil se refere à chegada, em 22 de Abril de 1500, da frota comandada por Pedro Álvares Cabral ao território onde hoje se encontra o Brasil. A palavra "descoberta" é usada nesse caso em uma perspectiva eurocêntrica, referindo-se estritamente à chegada de europeus e desconsiderando a presença dos vários povos indígenas, que viviam havia diversos séculos nas terras do atual Brasil.
A Côroa portuguesa, envolvida de forma quase obsessiva com os negócios lucrativos do Oriente, pouco mudou sua política com a descoberta da nova terra americana, o Brasil, em 1500, por Pedro Álvares Cabral.
Enquanto realizava este lucrativo comércio(com as Índias), Portugal realizava no Brasil o extrativismo do pau-brasil, explorando da Mata Atlântica toneladas da valiosa madeira, cuja tinta vermelha era comercializada na Europa. Neste caso foi utilizado o escambo, ou seja, os indígenas recebiam dos portugueses algumas bugigangas (apitos, espelhos e chocalhos) e davam em troca o trabalho no corte e carregamento das toras de madeira até as caravelas.
Por isto que sempre repito frase da famosa marchinha de Carnaval: "Índio quer apito, se não der, pau vai comer". Tudo a ver com a planta que originou o nome da Nação: o pau-brasil. Praticamente extinto, foi através desta árvore, outrora abundante por estas terras, que os portugueses, logo no início, começaram a grande exploração das riquezas aqui encontradas e, logicamente, se enriqueceram. Texto Wikipédia:
A resina vermelha era utilizada pela indústria têxtil europeia como uma alternativa aos corantes de origem terrosa e conferia aos tecidos uma cor de qualidade superior. Isto, aliado ao aproveitamento da madeira vermelha na marcenaria, criou uma demanda enorme no mercado, o que forçou uma rápida e devastadora "caça" ao pau-brasil nas matas brasileiras. Em pouco menos de um século, já não havia mais árvores suficientes para suprir a demanda, e a atividadeeconômica foi deixada de lado, embora espécimens continuassem a ser abatidos ocasionalmente para a utilização da madeira (até os dias de hoje, usada na confecção de arcos para violino e móveis finos).
A partir daí é muita história, muitos acontecimentos, interesses, lutas, guerras, conquistas, invasões, perdas, mortes, nascimentos, construções, desmandos, explorações, demolições, governos, poluições, devastamentos, crescimentos, mudanças em geral.
Antes de ficar com a designação atual "Brasil" as novas terras descobertas foram designadas de: Monte Pascoal (quando os portugueses avistaram terras pela primeira vez), ilha de Vera Cruz, Terras de Santa Cruz, Nova Lusitânia, Cabrália etc. Em1967, com a primeira Constituição da ditadura militar, o Brasil passou a chamar-se República Federativa do Brasil, nome que a Constituição de 1988 conserva até hoje. Antes, na época do, era Império do Brasil, e depois, com a proclamação da República, Estados Unidos do Brasil.
Em comparação com os demais países do globo, dispõe do quinto maior contingente populacional e da quinta maior área. Nona maior economia do planeta e maior economia latino-americana, o Brasil tem hoje forte influência internacional, seja em âmbito regional ou global.
Então? Nada mal. Temos sim o que comemorar. Podia ser pior!
O amor. Ah! O amor, o amor ... Tanto já se falou, escreveu, fez, desfez, construiu, desconstruiu e todo o alfabeto mais sobre o amor que sinceramente para mim o amor é sentir, e então expressá-lo em atitudes. Muitos dizem que quando se ama, fica-se bobo, infantil, ridículo até mas, como é bom ser ridículo. Embora o talvez maior amante em nossa MPB, Vinícius de Moraes, que em parceria com Carlos Lyra tenha duvidado da existência de tal sentimento em "Coisa Mais Linda", trecho :
"... Porque tão linda assim não existe a flor Nem mesmo a cor não existe E o amor Nem mesmo o amor existe Porque tão linda assim não existe A flor Nem mesmo a cor não existe E o amor, Nem mesmo o amor existe."
o amor é o principal tema da maioria das canções pelo mundo. No Brasil, por exemplo, todos os grandes compositores cantaram o amor. O amor sofrido, o impossível, o arranjado, o louco, o sereno, o saudoso, o esfuziante, o sexy, o cristão, não importa, o que realmente importa é o sentir, o estar vivo, com o sangue esquentando e pulsando pelo corpo todo. Que sentimento cada vez mais difícil de se sentir. Parece que estamos todos nos guardando para algo, alguém que nunca chega e com a facilidade do mundo moderno tecnológico, a facilidade de "encontros" tirou o encanto da busca, da conquista, da paquera, do cortejo. Lembro como é gostoso o exercício da paquera, ver a mesma pessoa à distância por um período até que o dia H (!?) chega e materializa toda a fantasia vivida na sua individualidade. Uau!!! Difícil, mas não impossível. Eu quero acreditar assim; não me considero um romântico inveterado, mas para quem já viveu pelo menos um grande amor, não pode perder as esperanças, claro que se adaptando aos novos tempos, senão, babau! "Dança", fica "excluído" do contexto geral e é preciso fazer parte de, conhecer para depois tirar as próprias conclusões. Em muitas situações, o amor faz sofrer, e por medo talvez, costuma-se evitar quando o sentimento está aflorando; medo de rejeição, de abandono, de perda da individualidade/liberdade, e que mais, fazem com que as pessoas se "fechem", dêem preferência aos "amores" fortuitos em detrimento do amor que fortifica, acrescenta, revela, enobrece, qualifica, ... , rejuvenesce. Eu quero chegar até o final dos meus tempos fortificado, rejuvenescido. E você ???
Abaixo, o "Soneto de Fidelidade", de Vinícius de Moraes, e "Cartas de Amor", de Fernando Pessoa; inspire-se.
Soneto de Fidelidade
De tudo ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure.
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Todas as cartas de amor...
Todas as cartas de amor são Ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor, Como as outras, Ridículas.
As cartas de amor, se há amor, Têm de ser Ridículas.
Mas, afinal, Só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor É que são Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia Sem dar por isso Cartas de amor Ridículas.
A verdade é que hoje As minhas memórias Dessas cartas de amor É que são Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas, Como os sentimentos esdrúxulos, São naturalmente Ridículas.)
Tenho escrito ultimamente sobre as grandes divas, estrelas, musas, e logicamente não poderia deixar de falar de MADONNA. Em sua última e bombástica passagem pelo Brasil, Madonna não deixou por menos e mostrou que continua sendo a eterna "Like a Virgin" em mistura com "Erótica", e foi seduzida pelo enfantterrible carioca Jesus Luz. Dizem que Madonna descobriu a luz ao encontrar Jesus(piadinha de mau gosto, rs). O fato é que após polémico ensaio fotográfico para a revista W com o modelo carioca no Hotel Glória no Rio de Janeiro, a musa exportou o rapaz para seu convívio; isso é Madonna! Provável que ela tenha esperado 15 anos para isso, quando já "paquerava" os belos cariocas pelas janelas do Hotel Ceasar Park onde se hospedou em 1993. Falar de Madonna é lugar comum diga o que disser; vários adjetivos são atribuídos à ela, mas para mim, Madonna é simplesmente Madonna. Simples assim.
Dia 09 de Fevereiro comemorou-se o centenário de nascimento da maior personalidade brasileira de todos os tempos: Carmem Miranda. Já escrevi em posts anteriores sobre ela: o livro escrito por Ruy Castro, imperdível, sobre seus balangandãs, trejeitos, sensualidade e que tais. Eu "descobri" Carmem Miranda lá pelos anos 70 quando havia na tv uma sessão de filmes antigos e o primeiro que vi foi "Entre a Loura e a Morena"(TheGan's AllHere), de 1943, onde ela aparece no número ¨TheLadyInTheTuttiFruttiHat" e um cenário colorido com bananas e morangos, wonderful, diriam os americanos, para mim, fascinante. De lá para cá, comecei a ver tudo que podia encontrar sobre esta estrela maior, e a cada filme minha admiração e encantamento só faziam aumentar. Embora perceba que Carmem é muito cultuada, mas por um público restrito em se tratado de seu valor artístico, não encontrei na época, muito material sobre sua trajetória. Muito já se escreveu sobre sua vida e carreira mas ainda tenho a sensação que temos, nós brasileiros, uma "dívida" com ela. Nem sei bem explicar isso, mas o que alcançou nossa Pequena Notável em um período curto de tempo, com muito trabalho e infinito talento, é para poucos. Carmem Miranda se tornou eterna e sua imagem é o símbolo de um Brasil brejeiro, colorido, alegre, sedutor. Viva Carmem!
Em 1909 nascia, em Portugal, Carmem Miranda, que logo cedo veio para o Brasil e se tornou a maior personalidade brasileira e uma das maiores no mundo. Com sua graça, seus trejeitos e sensualidade, seduzia a todos por onde passava. Carmem Miranda difundiu o Brasil no exterior e tornou a baiana internacional. Esta é minha homenagem a Pequena Notável.
Hoje acordei pensando em viagens, deslocamento geográfico, sair do habitat natural. Como é bom vez por outra este exercício, faz com que se tenha um outro olhar sobre as coisas, refresca a mente, distancia dos problemas locais e traz uma saudade saudável. Quando retorno de uma viagem , principalmente com mais de 10 dias de ausência, volto completamente apaixonado pela minha cidade, mesmo que tenha ido à algum lugar que gosto muito, aliás, viajar é ótimo nesses casos. Conhecer novos lugares, respirar outros ares, conhecer outras culturas, pessoas, culinária, costumes, tudo pode ser encantador, tanto em viagens internas ou externas ao país. O Brasil é um país imenso, com peculiaridades bem distintas de Norte a Sul e é esse ecletismo que encanta e, dependendo dos objetivos, temos atração para todos os gostos. É um país muito rico, e ao visitar suas cidades, verificamos essa riqueza, muitas vezes mal explorada. Uma pena! Quanto a viagens externas, gosto muito de pegar um avião que me leve para outras temperaturas, outra luminosidade, outro cheiro, fisionomias diferentes, culturas mais antigas que a de meu país e poder aprender algo novo, andar pelas ruas sem direção, mas com um bom mapa nas mãos, ficar mais atento ao que acontece ao meu redor, sem culpa de ser feliz. Simplesmente viver. É interessante como não conseguimos fazer o mesmo em nossa própria cidade; seja por uma postura à ser seguida, um nome à zelar, uma imagem vendida aos outros ou simplesmente porque tudo vai ficando conhecido com o tempo. Seja como for, perdemos e muito a sensibilidade no olhar, o que faz total diferença para um viver mais tranquilo. Por isso gosto de me colocar no papel de turista em minha própria cidade, ir à lugares que não costumo visitar, sair de casa e colocar "óculos de visitante", parar e admirar uma paisagem que estará sempre ali, mas com o mesmo encanto de novidade. Isso faz com que possamos amenizar o lado B que qualquer lugar no mundo tem, mas só possível com olhar de viajante, e assim driblar a massante e enfadonha, porém necessária rotina, fazendo com que ela não nos tire esse frescor. O Rio de Janeiro é simplesmente ideal para isso, nos brinda a cada instante com um ângulo encantador. Encante-se!