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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Mustang (Lei da Compensação)



"Tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação - O Caibalion"

Resolvi colocar este enunciado para servir de base sobre o que pretendo escrever, para dar um certo sentido às minha palavras. Quero falar sobre as compensações que temos na vida. Se algo não está bem, pode ter a certeza que existe um outro algo que melhor estará. Se alguém não te quer, saiba que outro alguém o deseja na mesma intensidade desperdiçada. Se a grana tá curta, o tempo pode está sobrando; aliás, essa é uma máxima: "Ou se tem tempo ou se tem grana; ambos não costumam caminhar juntos". É, pode ser. O que sei é que a vida é oscilante por natureza, cheia de altos e baixos, conquistas e perdas, e isto é o natural, o que faz a diferença é o ritmo alcançado entre os opostos, é o controlar as oxilações, torná-las mais brandas, harmonizar-se, não se deixar abater pelo movimento entre os opostos e suas consequências. Nem sempre nos damos conta da existência deste movimento, quando pensamos em compensação, logo vem em mente o retorno por algo que fizemos e não curtimos, ou o "pagamento", a retribuição por uma ação realizada, mas não é bem assim. A Lei da Compensação trata exatamente do ritmo que existe entre os opostos, e tudo faz o maior sentido.
Acabar com este movimento não existe, faz parte da existência humana, do Universo em geral, o mundo vibra assim, a natureza vibra da mesma forma; o que nos resta é procurar neutralizar este movimento no plano mental para escapar à vibração constante deste ritmo que se manifesta nos planos inferiores. Como fazer? Ioga e meditação, por exemplo, são ótimos exercícios que nos ajuda a alcançar essa harmonia, não realmente neutralizando o ritmo, mas compreendendo seu fluxo e refluxo e controlando os estados alterados mais importantes para procurar alcançar a harmonia. Mantendo a mente acima da vibração inferior (a vibração mais grosseira), podemos neutralizar as forças negativas que nos influenciam. A compreensão deste controle nos dá uma ferramenta magnífica para poder neutralizar os efeitos negativos dos ritmos emocionais extremos, levando ao domínio das emoções e a um consequente equilíbrio interior. Desta forma alcançamos a tranquilidade, a harmonia e a saúde, física e mental. Para isso é necessário o uso da vontade, do equilíbrio e da firmeza; sem elas será impossível alcançar a tal da harmonia, do estado zen e uma real satisfação no viver.
Por isto é que sempre digo: Não se desespere, aproveite, porque vai passar; o que é ruim passa, o que é bom, também!
Então viva, compense-se!



R.J. Reynolds Tabacos do Brasil Ltda.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Cavalla Kings (Hábitos e Costumes)



Impressionante como a mudança geográfica, sair do "habitat natural", interfere em nossa rotina, no modo como lidamos com o dia à dia, com os hábitos e costumes; digo aqueles que de tão repetido já não percebemos mais os efeitos causados por esta rotina, estou aqui me refirindo à efeitos emocionais.
O ato de acordar, se dirigir ao banheiro depois cozinha e aquele café com leite esquentado no micro-ondas, o primeiro cigarro do dia sentado em frente ao computador - que já foi ligado enquanto preparava o café - qual a trilha sonora do dia? Cuidado com o que responde porque isso influencia e muito o astral que seguirá o dia, um incenso para trazer bons fluídos no amanhecer - sim porque acordo antes do sol chegar - sair para caminhar? Claro que sim! É a melhor parte do dia! E depois, começam as obrigações da vida moderna pertinentes à todo ser humano, só difere pela posição social, financeira, cultural, física e por aí vai.
Quando estamos em um ambiente diferente ao nosso de costume, é preciso uma certa adaptação, reconhecer o espaço, a vizinhança, a padaria, o supermercado, farmácia, os sons, as distâncias, o transporte, o funcionamento do local em si - água, luz, limpeza, telefone, TV, internet - local de fumantes ou não? Chuveiro ou ducha? Arejado? Sol da manhã? Vista, alguma? Plantas? Tem som? ... São exatamente as respostas que farão a estada neste ambiente novo ser bem proveitosa. Também o que faz a diferença nada mais é do que a adaptação, procurar se adequar ao local e sua ofertas, se permitir mudar, experimentar, fazer algo novo, diferente do costumeiro. E isso pode trazer o maior bem estar. Como estamos arraigados aos hábitos e costumes e nem nos damos conta disto, não inovamos, caímos no mesmo sempre, repetindo a máxima de Charles Chaplin em "Tempos Modernos"! Sei que é necessário ter uma rotina, embora este termo tenha ficado "pejorativo" é de alta falia para enfrentar a vida como se apresenta, mas como inverte o ângulo de visão que temos das coisas quando saímos dela, passamos a olhar as mesmas questões de forma diferente, hábitos do dia à dia são alterados e pode ser bem prazeroso.
Ultimamente tenho estado com Charles Darwin na mente e sua Teoria da Evolução(ainda escrevo algo sobre isto) - é preciso se adptar para evoluir.
Mas o importante mesmo é ser feliz!

Vai levando

Composição: Chico Buarque / Caetano Veloso

Mesmo com toda a fama,
com toda a brahma,
Com toda a cama,
com toda a lama.
A gente vai levando,
a gente vai levando,
a gente vai levando.
A gente vai levando essa chama.

Mesmo com todo o emblema,
todo o problema,
Todo o sistema,
toda Ipanema,
A gente vai levando,
a gente vai levando,
a gente vai levando.
A gente vai levando essa gema.

Mesmo com o nada feito,
com a sala escura
Com um nó no peito,
com a cara dura
Não tem mais jeito,
a gente não tem cura
Mesmo com o todavia,
com todo dia,
com todo ia,
todo não ia.
A gente vai levando,
a gente vai levando,
a gente vai levando
A gente vai levando essa guia.

Mesmo com todo rock,
com todo pop,
com todo estoque,
com todo Ibope.
A gente vai levando,
a gente vai levando,
a gente vai levando.
A gente vai levando esse toque.

Mesmo com toda sanha,
toda façanha,
toda picanha,
toda campanha.
A gente vai levando,
a gente vai levando,
a gente vai levando.
A gente vai levando essa manha.

Mesmo com toda estima,
com toda esgrima,
com todo clima,
com tudo em cima.
A gente vai levando,
a gente vai levando,
a gente vai levando.
A gente vai levando essa rima.

Mesmo com toda cédula,
com toda célula,
Com toda súmula,
com toda sílaba,
A gente vai levando,
a gente vai tocando,
a gente vai tomando,
a gente vai dourando essa pílula.








Virginia Filter Tipped Cigarettes

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Lord 100 (Envelhecer)










"Envelhecer, não é saber viver com as marcas que o tempo deixou em seu rosto, e sim com as marcas que o tempo deixou em você."
Jennifer Kelly

"ENVELHECER é ter ousadia de gabar-se da sabedoria que a experiência lhe deixou..." Jeanete de Moraes Souza

"Envelhecer ainda é a única maneira que se descobriu de viver muito tempo." Charles Saint-Beuve

"Envelhecer, qualquer animal é capaz. Desenvolver-se é prerrogativa dos seres humanos. Somente uns poucos reivindicam esse direito." Osho

"Viver é envelhecer, nada mais." Simone de Beauvoir

Comecei este post com algumas frases que busquei no pai Google como embasamento sobre o que vou escrever: o envelhecer. Pois é, acordei assim, com uma sensação de envelhecimento, sim porque se não se morre jovem envelhecer é natural; aliás, envelhecemos à cada dia, mas não me refiro a este tipo mais ameno de "envelhecimento" diário, falo do envelhecimento por tempo decorrido, tempo mesmo. Não me sinto velho no sentido amplo do termo mas como já vivi algumas décadas, percebo as transformações resultantes desta vivência. Algumas interessantes, outras nem tanto. Quando se trata do assunto físico, condição física, o lance é punk, porque as mudanças são representativas e só confirmam o que sempre digo, isso aqui é uma "máquina", com o tempo começam as manutenções cada vez mais necessárias e dependendo da forma como essa máquina foi tratada, a manutenção torna-se intensa. É tudo reflexo das escolhas ou das não escolhas; quando se é jovem literalmente não se tem a noção de que toda vitalidade natural vai acabar ou no mínimo diminuir, e então, costumeiramente, usamos nossa máquina a exaustão, é uma necessidade de vida intensa, uma "busca frenética" que não se sabe bem o que se busca; assim foi comigo. É claro que existem os atletas, os caretas, os certinhos, os chatos, os ... , mas isso não vem ao caso, prefiro falar de minha experiência e o que penso sobre o assunto. A questão que mais me incomoda é deparar com as limitações físicas que influenciam meu direito de ir e vir; é depender de alguém ou algo para realizar tarefas básicas (depender nunca, precisar talvez), a visão muda, os cabelos mudam, a pele muda, o organismo muda, o tesão muda, o ... muda também.
Mudanças, mudanças, mudanças; não são só as físicas, existem também as psicológicas, as sociais, as financeiras, claro que dependem da forma como se vive, das escolhas feitas, mas a maturidade nos traz a sabedoria, o amadurecimento, o entendimento de si quando se tem o propósito do auto conhecimento, difícil, as vezes doloroso, mas imprescindível para atingir um estado de paz e conforto que só vivendo bem e intensamente é possível alcançar. Hoje temos vários artifícios para alcançar a eterna juventude física(cirurgias, cremes, implantes, medicação), mas e a alma? Esta ainda não conseguiram um milagre, a ciência não dá conta, só aqueles que vivem de verdade é que se mantém jovem. Aprender com as experiências vividas, entender o que não deu certo e procurar não repetir assim como manter o que está dando certo, se dar o direito de mudar de idéia, escolher porque já experimentou e sabe que gosta, manter a sensação de descobertas, de novas possibilidades, de aprender sempre. É isso, viver é a melhor opção, vivendo e aprendendo a jogar, nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar, com dignidade sempre.
Costumo dizer que não me arrependo de nada que fiz, mas de coisas que não fiz.
Na dúvida, faça!


http://pt.wikipedia.org/wiki/Envelhecimento






RJ Reynolds Tabacos do Brasil Ltda.