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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Lucky Strike (Errante e Adiante / "Nada Sei (apnéia)")



Os anos 80 produziram muitos artistas, músicos, bandas, cantores, rock, baladas, ... ; muitas foram de sucesso estrondoso e efêmero assim como seus intérpretes, outras marcaram época e se tornaram ícones, e outras ainda se transformaram em eternas.

Tenho por costume exemplificar e/ou complementar o que digo com a letra de alguma canção, por vezes a inspiração parte delas por outra, o assunto as ativam na memória e sendo assim, vou de "Nada Sei (apnéia)", que ouvi no cd MTV Acústico do Kid Abelha, grupo bem anos 80 e que ainda estão na estrada fazendo/produzindo músicas de fácil idenficação só permitida a gerações em comum. Prestando atenção na faixa 1 me identifiquei demais da conta. É exatamente o que sinto neste momento da vida, na boa, sem novela mexicana. Aliás, é bem o que é a vida, quanto mais se sabe, menos vejo que sei, preciso é seguir adiante, aprendendo, ensinando - por que não? - com mente aberta para receber freio quando necessário, a sedução atrai, mas é preciso também saber parar, mas repito, sempre seguindo, errado, errante, sempre adiante.

"Sou errada, sou errante
Sempre na estrada
Sempre distante".

Significado de errante

adj. Aquele que vagueia de maneira incerta, sem destino.
Vagabundo.
Vacilante, inseguro: passos errantes.
Nômade; sem domicílio certo.


Nada Sei (apneia)

Composição: Paula Toller/George Israel

Nada sei dessa vida
Vivo sem saber
Nunca soube, nada saberei
Sigo sem saber...

Que lugar me pertence
Que eu possa abandonar
Que lugar me contém
Que possa me parar...

Sou errada, sou errante
Sempre na estrada
Sempre distante
Vou errando
Enquanto tempo me deixar
Errando
Enquanto o tempo me deixar...

Nada sei desse mar
Nado sem saber
De seus peixes, suas perdas
De seu não respirar...

Nesse mar, os segundos
Insistem em naufragar
Esse mar me seduz
Mas é só prá me afogar...

Sou errada, sou errante
Sempre na estrada
Sempre distante
Vou errando
Enquanto o tempo me deixar
Errando
Enquanto o tempo me deixar...

Sou errada, sou errante
Sempre na estrada
Sempre distante
Sou errada, sou errante
Sempre na estrada
Sempre distante
Vou errando
Enquanto o tempo
Me deixar passar
Errando
Enquanto o tempo me deixar...




Souza Cruz S.A.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Djarum Black (Semana de Moda de Paris - Back To Black)



Post passado escrevi sobre Amy Winehouse e uma das minhas favoritas de seu repertório é "Back to Black", uma canção que versa sobre a volta ao passado negro(neste caso, luto comportamental), e não deixa de ser mais que apropriado usar este título para falar das coleções
apresentadas em recentes desfiles na Semana de Moda em Paris. O preto predominou nas criações de grifes como Lagerfeld, Givenchy e Yves Saint Laurent, o que pode ser tendência em estação de baixas temperaturas ou em tempos negros na economia mundial(mais uma vez ela, a crise); nada mais que natural. As coleções estão mais enxutas da cintura para baixo, volumosas em cima(ombreiras de novo não!), saias curtas, longas, terninhos, transparências, babados, anos 80 no ar.
Na década de 80 tivemos o período fortíssimo dark, em que andar vestido de preto total era um costume entre os jovens. Modismo? Pode ser, mas o fato é que desde que deixou de ser uma referência somente ao luto, o preto entrou na moda e se tornou uma cor - ou falta dela, ou reunião de todas elas, enfim! - clássica e sinônimo de elegância e bem vestir. O preto alonga, emagrece - quem não quer ser uma Gisele? - disfarça imperfeições(no corpo e na roupa), é básico. Se tens que ter uma única peça social em seu guarda-roupa, que seja preta; é o que dizem os especialistas, aja visto o famoso "pretinho básico"(indico leitura de "O Pretinho Básico", de Nancy Macdonell Smith, editora Planeta, 226pág.); mas vestir preto com intensidade pode refletir um estado de espírito introspectivo, um momento emocional não agradável, um humor fechado, e como dizem os espíritas, um "corpo fechado". O preto não reflete a alma, ele esconde, tranca, fecha, absorve e se repararmos bem, alguém vestido de preto passa uma impressão de auto-suficiência, de ser bem resolvido, de poucas palavras; de qualquer forma ele atrai, encanta e seduz, e o que é mais a moda senão atração e sedução? Black is beautiful.
Back to black!


GOLDEN LEAF TOBACCO LTDA

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Galaxy Slims (Anos 80)



Vou falar do badalado Anos 80. Sim, foi nesta década que vivi o início de minha liberdade e o começo de minha prisão, dependendo do assunto que se analise, e também minhas descobertas, incertezas, inseguranças, alegrias, muitas festas, indecisões, amores perdidos e outros possíveis enfim, foi a década que mais intensamente aproveitei, no bom sentindo. Não esqueço as aventuras e desventuras dos anos seguintes, mas com toda certeza, foram nos 80 que tudo deu seu start.

Nos últimos tempos tem-se falado muito sobre os anos 80, existe uma edição "Almanaque Anos 80", de Luiz André e Mariana Claudino(bem interessante!), onde é possível entrar em contato com essa década que leva adjetivos tão distintos. O Almanaque traz informações gerais e bem quantitativas, com ilustrações e referências, e será o meu ponto de apoio para refrescar a memória já um pouco cansada(rsrsrs). Não falarei em detalhes sobre os assuntos pertinentes da década em questão nem tão pouco sobre tudo o que aconteceu, seria até impossível, mas será como uma homenagem que presto a esse período tão rico da minha história.

O que falar sobre os anos 80? Se for na moda, cafona; na política, abertura e início da democracia no país e pelo mundo, mudanças radicais(queda do Muro de Berlim por exemplo); na música, a difusão do brega na MPB, efervescência no rock nacional revelando nomes como Renato Russo e Cazuza e no cenário mundial o surgimento de nomes como Madonna. Alguns ficaram pelo caminho mas fizeram enorme sucesso e dançávamos enlouquecidos ao som daquelas canções; era pura diversão. Os filmes("Flashdance", "A Lagoa Azul", "ET"), os seriados de tv("As Panteras", "Magnum", "Mulher Maravilha"), os shows(Rock in Rio), Michael Jackson e seus passos, as pernas de Tina Turner, os cabelos de Farah Fawcet, o Circo Voador, ... Caramba! Era muito bom!

Alguns dizem que foi uma época sem criatividade, onde surgiram os yuppies, os darks e o objetivo era não questionar sistemas, como nos anos anteriores, mas sim "ganhar dinheiro", enriquecer, o capitalismo bombando(essa gíria é de agora). Nem sei, o que posso dizer é que vivi intensamente este período, o que chamo de "minha época" por acreditar ser os 20 anos a fase que vive-se descompromissadamente, mais "leves", menos apreensivos com o futuro que nos parece ser tão distantes; é simplesmente aproveitar como se o mundo fosse acabar a qualquer instante. E eu vivi!

Curtia o Baixo Leblon, o Baixo Gávea, praia na Barra, em Ipanema Posto 9, Noites Cariocas no Morro da Urca, danceterias pela cidade afora, ... , eram tantos os "compromissos" na época que só emendando um no outro para se conseguir ir a todos. Tinha que se estar em todos os lugares, isso é bem 20 anos. Ser visto, encontrar as pessoas, saber das novidades - ainda não éramos desenvolvidos tecnologicamente - "ficar por dentro". Ainda se podia circular com mais segurança pelo Rio de Janeiro, violência já existia como sempre houve, mas mais setorizada inclusive em relação a horários, e isso nos proporcionava momentos maravilhosos como dar um mergulho no mar na madrugada de verão, sair dos locais e ir à pé pela noite carioca admirando suas belezas naturais, beber no copo de alguém desconhecido sem se preocupar com dopantes, paquerar, flertar, namorar, transar sem camisinha, ... , não que isso se reserve somente aos anos 80, mas sinto mudanças no decorrer dos tempos, mudanças que nem sempre me agradam. Por isso é que sempre digo: eu vivi intensamente meus 20 para hoje poder dizer que tenho 40, muito bem obrigado!




PHILLIP MORRIS BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Hilton Gold Slims (Tempo Perdido)








Tempo Perdido

Legião Urbana

Composição: Renato Russo

Todos os dias quando acordo
Não tenho mais
O tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo...

Todos os dias
Antes de dormir
Lembro e esqueço
Como foi o dia
Sempre em frente
Não temos tempo a perder...

Nosso suor sagrado
É bem mais belo
Que esse sangue amargo
E tão sério
E Selvagem! Selvagem!
Selvagem!...

Veja o sol
Dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega
É da cor dos teus olhos
Castanhos...

Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo...

Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes
Acesas agora
O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens...

Tão Jovens! Tão Jovens!...

Resolvi colocar esta letra de Renato Russo, enorme sucesso nos anos 80 e totalmente atual, eu diria eterna, um clássico até. Traduz tão bem sentimentos que nos assolam em determinados momentos da vida ...

Salve Renato Russo!!!




SOUZA CRUZ S/A