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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Haiti (Cidade Maravilhosa - Outono / "Estrada do Sol")

Estrada do Sol

Composição: Tom Jobim/Dolores Duran

"É de manhã
Vem o sol, mas os pingos da chuva

Que ontem caiu

Ainda estão a brilhar

Ainda estão a dançar

Ao vento alegre que me traz esta canção ... "


Amanhece na Cidade Maravilhosa e acordei com esta canção na cabeça. Sei que a letra tem mais a ver com um final de semana, mas por que? Pode ser em qualquer dia - para alguns privilegiados, é bem verdade - mas só estar no Rio já é um privilégio por si só. Sair por aí - em certos lugares e horários - apreciar seus encantos, suas belezas ... sempre haverá algum; por vezes descubro lugares e parece que estou fora do Rio, em uma cidade do interior até, existem vários refúgios para sair um pouco da loucura que está a vida; é bem possível ter um momento de paz, que podem ser 5 minutos apenas, para focar um belo ângulo e respirar, lento e profundamente e assim, recuperar as energias.
Hoje após minha costumeira caminhada matinal, não resisti e falo sobre o meu Rio de Janeiro e esta estação bela em que se encontra a cidade: o outono. Os dias ficam lindos - se é que podem ficar mais - a luz é perfeita para realçar o seu colorido e a temperatura muito mais agradável que as quase beirando o insuportável do verão. Faz calor durante o dia e refresca à noite; super civilizado. Temperatura boa para se vestir decentemente, aproveitar o sol sem se sentir culpado pelos raios ultra-violeta, que estão lá, eu sei, mas a sensação térmica é bem outra, não me sinto assando.
A única coisa que realmente não agrada é o descaso com a natureza e com os cidadãos: praias poluídas, calçadas sem conservação, falta de banheiros públicos, transporte deficiente, violência aumentando à galope, saúde precária, sujeira por todo lado e etc etc etc. Agora, em contrapartida, somos brindados com esta beleza natural exuberante, dias lindos para respirar e agradecer mais uma manhã, olhar o mar no infinito e fazer uma oração, vislumbrar as montanhas e as matas com seu verde esperançoso, ouvir o canto dos pássaros espalhados pelas ruas, sentir a brisa das ondas que desabrocham na areia e/ou nas pedras,e mais ainda, admirar sua gente bonita. Um encanto só!

"... Quero que você me dê a mão
Vamos sair por aí

Sem pensar no que foi que sonhei

Que chorei, que sofri

Pois a nossa manhã

Já me fez esquecer

Me dê a mão

Vamos sair pra ver o Sol."





Indústria de Tabacos São Sebastião Ltda.

sábado, 28 de março de 2009

Colt (Favelização da Cidade Maravilhosa)



Favelas. Como começou? Qual sua origem? Vem desde quando? Onde foi seu início? Por que se formaram? Por que ainda se prolifera essa praga nas cidades? Praga? Sim, praga. Digo isto por serem espaços antes pertencentes a mata atlântica, no caso do Rio de Janeiro, especificamente, além de normalmente serem áreas de risco e se formarem de maneira precária e imprudente até. Aliás, precária é bem o termo para favelas: falta água encanada, esgoto à céu aberto, moradias sem segurança, difícil acesso, encostas sujeitas a desmoronamentos, e por aí vai. Então por que ainda insistem neste tipo de moradia? São muitas perguntas e algumas podem ser respondidas, outras, nem tanto.(ver link abaixo)

Fato que nas últimas décadas, com a disseminação do comércio das drogas ilícitas e das armas, por ser um mercado bem lucrativo e ilegal, formou-se um poder paralelo e hoje em dia altamente poderoso e organizado nestes locais. Eles se tornaram áreas de risco também para quem se aventura por aquelas bandas e, cada vez mais, por todas as "bandas" da cidade não havendo mais nem local nem horário para se estar inseguro; uma lástima. Não são só os morros da cidade, vemos também bairros pelo subúrbio que se uniram e formam hoje uma grande favela, uma área onde se vê miséria, descaso, violência. Em algumas regiões pelo mundo vemos pobreza, regiões onde se concentram os menos abastados, mas no caso de um país como o nosso, o que identificamos mesmo é miséria.
O fato é que cidades como o Rio de Janeiro está infestado delas. Não sei se pela sua geografia, mas cada vez mais vejo como estão ficando próximas e tomando os morros da cidade e deixando a zona sul sitiada. Outro dia ocorreu uma destas invasões que traficantes fazem para tomar o ponto de vendas de drogas(sempre as drogas), e através de uma imagem aérea feita por um canal de TV, me surpreendi com a dimensão que existe por cima de nós de áreas invadidas e transformadas em "comunidade" no alto dos morros, se unindo e formando uma grande favela. É um absurdo a falta de controle pelo poder público, como não tomam consciência disto logo no início e procuram encontrar uma forma ética de solucionar este problema, ou que, pelo menos, estanque esta propagação. Claro que existe um fator eleitoreiro nisto tudo, já é antigo, é um espaço que concentra muitos eleitores e em tempos de votação, nenhum candidato quer perder este nicho de votos.
Também concordo quando dizem haver uma conivência com este comércio ilegal todo - todo mundo sabe onde estão os "mercados" destes produtos, como funcionam e armas e drogas não brotam nos morros - não é possível que o poder público não tenha esse conhecimento e capacidade de enfrentá-los de fato; várias desculpas são dadas quando acontece uma "guerra" entre eles e nós, cidadãos de bem, ficamos como alvo, à mercê da violência apresentada, mas nosso Secretário de Segurança credita muito da culpa pelo ocorrido aos usuários de drogas; é, pode ser, mas penso ser muito simplista esta colocação, há muito mais além de tudo isso, basta ver o tipo de envolvimento que, vez por outra, chega à tona . Mas já alcançou um grau tão alto de formação que hoje vejo quase impossível isto tudo ser solucionado de uma forma pacífica. Estas pessoas que la´estão, gostariam de se deslocar para uma área que houvesse infra estrutura decente mas que fosse à alguns quilômetros de distância de onde estão fixadas? Claro que não. A maioria mora na zona sul da cidade e desfrutam dos mesmos prazeres que outros que tem seus deveres de impostos com o Município para usufruírem destas maravilhas. Não acho que não tenham seus direitos, não, são iguais para todos, mas se são iguais para todos, os deveres também devem ser.
É uma longa discussão.
Sei que existem muitas pessoas de boa índole nestas comunidades, mas o poder que lá se formou, ameaça toda a cidade, incluindo eles próprios.
Também reconheço que não nos é oferecido uma política de transporte público satisfatório que seja, o que ajudaria/resolveria em muito o deslocamento pela cidade, o que facilitaria que pessoas que residem mais distante dos centros urbanos e/ou litoral, pudessem ter seu direito de ir e vir garantidos; mas para mim, isso só não justifica. O alto poder aquisitivo que hoje vemos nestas comunidades, nem sempre através de atividades ilícitas, mostra que a realidade em uma favela é bem diferente do que se imagina; já existe também especulação imobiliária, veja só, pessoas de outro poder aquisitivo, outra classe social e econômica que "investem" nestas comunidades por ser lucrativo(investimento baixo, impostos quase nulos, lucro certo).
Tem várias notícias que me surpreendem, se for falar de todas, vira um "post testamento", mas em período de férias, verão, alta temporada em que a cidade se infla de turistas de todos os cantos do país e do mundo, soube que nos últimos tempos é "moda", principalmente entre turistas estrangeiro, claro, se hospedar um uma comunidade destas por ser mais em conta, estar na zona sul da cidade e por receberem proteção por lá estarem hospedados. Pois é, passeio turístico por comunidades como a Rocinha já é sabido, mas hospedagem? Para mim, essa é nova.
Conheço algumas pessoas de bem que residem em favelas por motivos distintos, não estou questionando nem levantando questões sociais maiores, até porque, tem muita coisa por trás destas ocupações todas, o que mais me preocupa é a degradação que nossa tão maravilhosa cidade está sofrendo com o passar dos anos e, cada vez mais, vejo o quão esta situação está se tornando irreversível.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Favela


FENTON IND. E COM. DE CIGARROS IMP EXP LTDA

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Derby Prata Céu (Central do Brasil)






Ontem, domingo, 08/02, estava sentindo um calor danado, não que hoje não esteja da mesma forma, e acabei não postando de verdade, mas agora tenho que escrever algo sobre esse dia de segunda-feira quase infernalmente quente e eu para ser solidário e também andar mais pelo Rio de Janeiro e ver suas maravilhas que não estão tão somente na zona sul da cidade e suas praias, fui ao Centro da Cidade. Gosto muito de ver os sobrados, casario, as antigas Igrejas, as ruas onde tudo começou, o percurso de Tiradentes para a forca(mórbido, né?), a Confeitaria Colombo, e costumo chamar estas idas de "circuito Chiquinha Gonzaga", imaginando suas andanças por aquelas vielas, e muitos outros tão importante quanto, é óbvio. Mas fomos até lá para sermos práticos, e um dos lugares que "tínhamos" de ir foi a Central do Brasil. Não fomos encontrar a Fernanda Montenegro e suas cartas, muito menos Walter Salles mas encontrei pessoas diferentes das que eu costumo ver pelas ruas, nada que fosse entrar na escala de melhor ou pior, apenas diferentes, bem diferentes. A Central do Brasil está bem diferente da imagem que eu anteriormente tinha dela. Para mim, era uma imagem sempre de mau cheiro, gente caída pelo chão, nos cantos, uma confusão de pessoas passando para todos os lados e hoje, eu vi outra cena, diferente desta imagem antiga e isto me deixou mais contente com minha cidade, mas eis de ressaltar que é outro mundo para mim, ainda mais que essa epopeia que vivi hoje, começou no Leblon, depois Ipanema, e aí, Saara e ... Central do Brasil. Putz!!! , mas é aí que se vê como existe "divisas" pela cidade. Tipos distintos em áreas distintas. Pode-se ver isso claramente pela janela do transporte que leva do Leblon ao Centro passado pelo Aterro do Flamengo; é loucura, loucura e ao mesmo tempo fascinante a quantidade de possibilidades belas que se tem para viver na Cidade Maravilhosa. Com muito calor!





SOUZA CRUZ S/A