quarta-feira, 14 de julho de 2010

Johnson (Post Você Sabia? / 23 de Março: Dia do Sono)

  

Não sou mais nenhum garoto e ainda me impressiono com minha pouca necessidade de sono. Durmo pouco e as vezes sinto falta fisicamente destes momentos em que o corpo descansa total. Assim deveria ser ... comigo. Também fui acostumado assim desde garoto, minha casa sempre começou a funcionar bem cedo, acordávamos literalmente "galo cantou às 4 da manhã"(Clara Nunes avisava).
Sou possuidor de um cérebro em constante ebulição, é uma loucura. Praticamente não desligo, estou sempre alerta, desperto e operante, ou não! Vou seguindo e, claro!, preciso de um dia inteiro desplugado geral, a máquina humana não consegue mais processar nada, vou ficando lerdo, meio burro - hoje em dia não posso mais brincar com "loura", seria mais apropriado "aí, tô grisalho" - e até um pouco deprimido ou agressivo, irritadiço. Um horror. Essa infinidade de possibilidades internéticas também é um problema, é para o bem e o mal.
Seu que falta faz, mas o que posso fazer se nunca sei responder quando me perguntam qual preferência tenho, dia ou noite. Já aprendi na vida que tudo "é bom mas é ruim" (frase que adoro de um ex-funcionário de meu pai). Então, cada fase do dia tem lá seus predicados e mazelas, basta saber perceber e se adequar. Em uma cidade maravilhosa como o Rio de Janeiro e sua abundante e exuberante beleza natural (ouvi outro dia e concordo em tese: "Uma Feia Cidade Construída Em Um Belo Lugar") e a forma como a tratam, o que não faltam são ambos adjetivos muitas vezes trabalhando concomitantemente. Sigamos ...
Daí descobri que existe até o Dia do Sono - celebrado sempre em 23 de março - devido sua tamanha importância.


   

Sono (do latim somnu, com o mesmo significado) é um estado ordinário de consciência, complementar ao da vigília (ou estado desperto), em que há repouso normal e periódico, caracterizado, tanto no ser humano como nos outros animais superiores, pela suspensão temporária da atividade perceptivo-sensorial e motora voluntária.
Ao dizer-se complementar, em conjugação com ordinário, quer-se significar tão somente que, na maioria dos indivíduos (com destaque, aqui, para os humanos), tais estados de consciência alternam-se, complementando-se ordinária, periódica e regularmente.
O estado de sono é caracterizado por um padrão de ondas cerebrais típico, essencialmente diferente do padrão do estado de vigília, bem como do verificado nos demais estados de consciência. Dormir, nesta acepção, significa passar do estado de vigília para o estado de sono. No ser humano o ciclo do sono é formado por cinco estágios e dura cerca de noventa minutos (podendo chegar a 120 minutos). Ele se repete durante quatro ou cinco vezes durante o sono. Do que se tem registro na literatura especializada, o período mais longo que uma pessoa já conseguiu ficar sem dormir foi de onze dias. Por curiosidade, Napoleão Bonaparte e Margaret Thatcher dormiam quatro horas por noite; já Albert Einstein precisava de dez horas de sono.
Os fins e os mecanismos do sono ainda não são inteiramente claros para a ciência mas são objeto de intensa investigação.



  


Segundo mitologias gregas, o deus Hipnos seria a própria personificação do sono, e Oniro, a do sonho.

 


A polissonografia pode ajudar a tratar os distúrbios do sono. ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Polissonografia )





Dicas de como dormir melhor:


Procure dormir e despertar sempre nos mesmos horários para facilitar o seu relógio interno (relógio biológico).
Evite bebidas alcoólicas.
Bebidas que contenham cafeína, tais como café, chá preto e chá mate, devem ser evitados antes de dormir, bem como refrigerantes (especialmente os cafeinados, tais como refrigerantes de cola).
Não fume.
O quarto de dormir deve ser silencioso, escuro e com temperatura amena.
Desligue a TV antes de se deitar e, de preferência, assista a televisão meia hora ou uma hora antes de ir para a cama.
A alimentação antes de dormir deve ser leve e de fácil digestão.
A atividade física facilita o sono se for feita regularmente pelo menos 4 horas antes de dormir.
Não tome remédios sem orientação médica.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Sono


   



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domingo, 11 de julho de 2010

Black & Gold (Post Minimalista 78 / "Amor e Sexo")

   

Criei a pouquíssimo tempo o http://nafrequenciadosom.blogspot.com/ para lá e somente lá, concentrar minhas divagações através do Universo Musical (bonito isso!). Mas não tem jeito e este também não é o assunto, o fato é que sou musical e plural como Gal (de quem sou fã incondicional).
Deixando de conversa fiada, o que me traz até aqui, neste blog, para postar algo tão matinal - ainda nem clareou na Cidade Maravilhosa - é o amor e o sexo. 
Separados? Juntos? Coexistindo em tempo, espaço, alma, pele, carne e osso?
Como não associar este tema com a bela canção/poema total e super acertiva no que se refere aos questionados amor e sexo, de Rita Lee / Roberto de Carvalho / Arnaldo Jabor ? ... .
Por vezes me derreto com cenas de amor "água com açúcar" em filmes ou novelas de Tv, são momentos carência afetiva exacerbada, romantismo à flor da pele, coração em chamas ou em pedaços sabe-se lá, mas tudo pode mudar em questão de uma tragada apenas, e mais do que uma baforada ... afloram das entranhas um ser total primitivo, o mais próximo do instinto animal que é o que somos, nós humanos. Animais pensantes, mas quem pensa na hora em que aquele frisson, aquela ausência de alguns sentidos enquanto outros latejam ou pulsam ou ... o fato é que mostram estarmos vivos, positivos e em alerta geral.
Estes sentidos podem nos levar por caminhos nunca "dantes" conhecidos, as vezes pecaminosos aos olhos Católicos Apostólicos Romanos (não quero ser polêmico), aos olhos dos que "vivem como insetos em volta da lâmpada"(Roberto Frejat/Cazuza - "Blues da Piedade"), aos olhos dos que ... deixe para lá! Que cada qual cuide de seu cada qual. 
(Ser Plural e Ser Inteiro)
Na volta do Post Minimalista - informação e pouco texto - "Amor e Sexo", com Rita Lee.
Com quem mais poderia ser depois de um "Banho de Espuma" com muita "Saúde"???


   


Amor e Sexo
Composição: Rita Lee / Roberto de Carvalho / Arnaldo Jabor


Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte...
Amor é pensamento
Teorema
Amor é novela
Sexo é cinema..
Sexo é imaginação
Fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia...
O amor nos torna
Patéticos
Sexo é uma selva
De epiléticos...
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Oh! Oh! Uh!
Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom
Amor é do bem...
Amor sem sexo
É amizade
Sexo sem amor
É vontade...
Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes
Amor depois...
Sexo vem dos outros
E vai embora
Amor vem de nós
E demora...
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Oh! Oh! Oh!
Amor é isso
Sexo é aquilo
E coisa e tal!
E tal e coisa!
Uh! Uh! Uh!
Ai o amor!
Hum! O sexo!




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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Marlboro Filter Plus (Palhaço das Perdidas Ilusões / "Chão de Estrelas")

Outrora eu era daqui, e hoje regresso estrangeiro, Forasteiro do que vejo e ouço, velho de mim. Já vi tudo, ainda o que nunca vi, nem o que nunca verei. Eu reinei no que nunca fui.
Fernando Pessoa

QUEM NUNCA SE SENTIU UM DIA UM PALHACINHO NA VIDA?




Chão de Estrelas
Composição: Sílvio Caldas / Orestes Barbosa

Minha vida era um palco iluminado
E eu vivia vestido de dourado
Palhaço das perdidas ilusões
Cheio dos guisos falsos da alegria
Andei cantando a minha fantasia
Entre as palmas febris dos corações

Meu barracão lá no morro do salgueiro
Tinha um cantar alegre de um viveiro
Foste a sonoridade que acabou
E hoje quando do sol a claridade
Cobre meu barracão sinto
saudade da mulher pomba-rola que voou
Nossas roupas comuns dependuradas
nas cordas qual bandeiras agitadas
pareciam um estranho festival
festa dos nossos trapos coloridos
a mostrar que nos morros mal vestidos
é sempre feriado nacional

A porta do barraco era sem trinco
E a lua furando nosso zinco
salpicava de estrelas nosso chão
E tu, tu pisavas nos astros distraída
Sem saber que a ventura dessa vida
É a cabrocha, o luar e o violão
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Philip Morris do Brasil

Aspra Victoria (Provisoriamente Livre Para Viver Feito Luz del Fuego)

  


A fase é nômade, momentânea como tudo na vida, mas nômade carioca me tornei desde minha saída estratégica de minha amada Ipanema. (fez-se necessário)
Já passei uma temporada na parte Oeste da Cidade, retornei à Zona Sul mais precisamente para um dos bairros mais antigos e tradicionais, Botafogo (avisto o Cristo Redentor e o Pão-de-Açúcar diretamente do "balcão nobre"), onde hospedado estou e lá chamo de endereço semi-oficial já que no momento - nômade - endereço fixo não cabe no vocabulário, mas é onde estou estabelecido - provisoriamente - e lá tenho meu RêCanto.
Com essas idas e vindas, aqui e aculá, hoje estou amanhecendo debruçado sobre as águas do Oceano Atlântico, mais precisamente na Av. Niemayer, uma via de ligação da Cidade do Rio de Janeiro e que constitui-se como uma das mais importantes avenidas da Zona Sul, ligando o bairro do Leblon a São Conrado, beirando um costão de pedra.
Belo visual!
Cá estou hospedado - provisoriamente - no loft de uma amiga/irmã quase vitoriense (vitoriosa e guerreira na vida ela já é!) na mesma casa onde um dia foi a mansão (para os tempos atuais)/residência da capixaba Luz Del Fuego lá nos idos do século passado - que completará 43 anos de sua trágica partida desta vida mundana no próximo 19 de julho.
O que um ser chegado a uma homenagem faz nessa hora?
Lembro bem do lançamento do filme biográfico de 1982 dirigido por David Neves. A estrela? A queridinha do momento: a pequena Lucélia Santos, que graças ao seu poder de sedução, encaixou-se bem no papel de uma mulher famosa pela naturalidade, liberdade, naturalismo, liberalismo, naturismo e dona de um corpo ...


    


Pois é, são momentos privilégio como este que somente sendo livre se pode viver.


     


Wikipédia:
Luz del Fuego, nome artístico de Dora Vivacqua, (Cachoeiro de Itapemirim, 21 de fevereiro de 1917 — Rio de Janeiro, 19 de julho de 1967) foi uma bailarina, naturista e feminista brasileira. Dora foi a décima quinta filha de Etelvina e Antonio Vivacqua, de famílias oriundas da imigração italiana no Espírito Santo. Foi irmã do senador Attilio Vivacqua.


    


Em 1944 inicia suas apresentações como bailarina, usando o nome artístico "Luz Divina", no picadeiro do circo "Pavilhão Azul". Posteriormente por sugestão do amigo e palhaço Cascudo, mudaria o nome para Luz del Fuego, nome de um batom argentino recém-lançado no mercado. Ele acreditava que o nome em espanhol atrairia o público.
Depois de um tempo estudando na Europa, Luz del Fuego volta ao Brasil em 1950 e começa a revolucionar os costumes do povo brasileiro.


   


Ela traz da Europa algo que de imediato associou com a história dos primeiros brasileiros (os índios). Luz del Fuego apresentava-se seminua com uma ou às vezes duas cobras jibóias enroladas em seu corpo e ficou muito famosa em sua época. Adepta da alimentação vegetariana e do nudismo, não fumava, nem ingeria bebidas alcoólicas e, através de uma concessão da Marinha, obteve licença para viver na ilha Tapuama de Dentro, que foi por ela rebatizada como "Ilha do Sol" e onde fundou o primeiro clube naturista do Brasil, o "Clube Naturalista Brasileiro".
Devido a sua coragem para enfrentar o preconceito de sua época com relação ao nudismo, e pelo pioneirismo na criação do primeiro clube naturista do Brasil, tem hoje sua data de nascimento, 21 de fevereiro, lembrada e comemorada entre os naturistas brasileiros, como "Dia do Naturismo".
Na primeira metade dos anos 1950 ela fundou um Partido Político chamado Partido Naturalista Brasileiro e se candidatou a Deputada Federal por este partido.
"Um nudista é uma pessoa que acredita que a indumentária não é necessária à moralidade do corpo humano. Não concebe que o corpo humano tenha partes indecentes que se precisem esconder".


Importante observar que atualmente, o termo naturalismo é apropriado para quem é especialista em história natural, ficando o termo naturismo associado para as pessoas que praticam o chamado "nudismo social".


    


Ainda em 1954 Dora Vivacqua criou o que viria a ser a primeira área de naturismo no Brasil. O Clube Naturista Brasileiro que funcionava na ilha de Tapuama de Dentro que fica na Baía de Guanabara no Rio de Janeiro. A esta ilha de 8 mil metros quadrados deu o nome de Ilha do Sol.
Várias personalidades de Hollywood estiveram na Ilha do Sol, dentre elas: Errol Flynn, Lana Turner, Ava Gardner, Tyrone Power, César Romero, Glenn Ford, Brigitte Bardot e Steve MacQueen. Porém mesmo estrelas do porte de Jayne Mansfield foram barradas no pier por não quererem ficar nuas.
A nudez era obrigatória e total na Ilha do Sol. Ninguém, nem mesmo autoridades e personalidades podia entrar na ilha sem deixar toda e qualquer peça de roupas ainda no pier.


    


Durante a década de 1960, Luz del Fuego e seus amigos naturistas começaram a frequentar também, uma praia deserta que hoje se chama Abricó. A Praia do Abricó era uma segunda opção para quem gostava do naturismo, e até hoje é utilizada pelos naturistas.


        


Em 1967, Luz del Fuego e seu caseiro foram assassinados, seus corpos foram amarrados em pedras e depois lançados para o fundo do mar. Após a sua morte, a Ilha do Sol voltou a ficar desabitada. A construção resiste ao tempo, com as paredes e a laje em perfeitas condições, onde inclusive, ainda se podem ver desenhadas na laje as duas cobras que ajudaram a eternizar a imagem da dançarina.
Seu legado permanece até hoje, e o naturismo brasileiro tem grande orgulho de ter Luz del Fuego como uma de suas personagens históricas.
Também o movimento feminista brasileiro deve muito a esta mulher de garra que na década de 1950 já lutava pela liberdade feminina, sendo muito conhecida uma frase que repetia, a de que "daqui a 50 anos serei lembrada".




Ver também


http://pt.wikipedia.org/wiki/Luz_del_Fuego






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