Post Minimalista - informação e pouco texto - "Resposta ao Tempo", na voz de Nana Caymmi. Só pessoas como Aldir Blanc e Cristóvão Bastos para darem resposta a quem fazemos tantas perguntas ...
Resposta ao Tempo
Batidas na porta da frente É o tempo Eu bebo um pouquinho Prá ter argumento
Mas fico sem jeito Calado, ele ri Ele zomba Do quanto eu chorei Porque sabe passar E eu não sei
Num dia azul de verão Sinto o vento Há fôlhas no meu coração É o tempo
Recordo um amor que perdi Ele ri Diz que somos iguais Se eu notei Pois não sabe ficar E eu também não sei
E gira em volta de mim Sussurra que apaga os caminhos Que amores terminam no escuro Sozinhos
Respondo que ele aprisiona Eu liberto Que ele adormece as paixões Eu desperto
E o tempo se rói Com inveja de mim Me vigia querendo aprender Como eu morro de amor Prá tentar reviver
No fundo é uma eterna criança Que não soube amadurecer Eu posso, ele não vai poder Me esquecer
Respondo que ele aprisiona Eu liberto Que ele adormece as paixões Eu desperto
E o tempo se rói Com inveja de mim Me vigia querendo aprender Como eu morro de amor Prá tentar reviver
No fundo é uma eterna criança Que não soube amadurecer Eu posso, e ele não vai poder Me esquecer
No fundo é uma eterna criança Que não soube amadurecer Eu posso, ele não vai poder Me esquecer
Acordei em um estado meio melancólico hoje. Possivelmente a sessão terapêutica de ontem juntando ao clima invernoso que se reinstalou na Cidade Maravilhosa tenham contribuído para tal. Nem sei ao certo se este seria o termo mais apropriado, vejo pelo que diz o Aurélio - melancolia=estado mórbido de tristeza e depressão; tristeza, pesar. Me parece forte, mas se analisar por um ponto menos dramático, é bem isto mesmo. Existe um pesar e tristeza quando perdemos coisas importantes na vida. É bem verdade que tudo não são simplesmente perdas, sempre há ganhos relacionados, o fato é estar atento e com mente aberta suficientes para perceber e valorizá-los. Mas quem disse que no momento do acontecido existe discernimento para tais observações? No início só a contabilidade do que se foi e o quanto isto influencia. Tempo só para observações e vivenciar as diferenças que agora farão parte do cotidiano. Adaptação. O que foi e o que será são questões que poluem a mente trazendo uma avalanche de pensamentos e indagações absurdas. Servem tão somente para conflituar uma mente já assoberbada de questões, o que não vem de encontro a ajuda para uma alma atormentada. Estar triste e em estado melancólico não é o mais grave, isto ocorre com qualquer ser humano com um certo grau de sensibilidade à vida, que não está por aqui a passeio simplesmente, que se questiona e tem como precedente o crescimento pessoal. Por vezes é óbvio que cansa, atrapalha, perde-se tempo mas cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, já disse mano Caetano. O que não é positivo é o estado mórbido, que paralisa, trava(sem trocadilhos), estagna um ser deixando-o apático, morto. É a manifestação da doença - termo pejorativo mas real e positivo se levado com seriedade - que pode ser sublimada através de respeito e ação, sempre fazendo uso de uma mente limpa, de um corpo saudável, da natureza de uma forma geral e de boa música, sempre. Persistir. Tudo passa, tudo sempre passará. Cuide-se!
Blue, songs are like tatoos You know I've been to sea before Crown and anchor me, Or let me sail away
Blue, there is a song for you Ink on a pin, Underneath the skin, An empty space to fill in
You've got to keep thinking There's so many sinking Now you gotta keep thinking You can make it through these waves Acid, booze, and ass Needles, guns, and grass Lots of laughs, lots of laughs
Everybody's saying that Hell's the hippest way to go out I don't think so, but I'll take a look around it, though Blue, I love you.
Blue, here is a shell for you Inside you'll hear a sigh A foggy lullaby There is your song from me
Recebi este texto por e-mail e resolvi postá-lo. Concordar ou não, não terá a menor importância. O que importa, é que as decisões e suas consequências são pessoais e intransferíveis, até porque - como diz Rita Lee - "Tudo Vira Bosta".
BARRIGA É BARRIGA ... por Arnaldo Jabour
Barriga é barriga, peito é peito e tudo mais. Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anísio no programa do Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte. Depois de chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas que nunca fizeram ginástica ou exercício - entre elas o jurista e jornalista Barbosa Lima Sobrinho - mas chegou à idade centenária, o humorista arrematou com um exemplo da fauna: A tartaruga com toda aquela lerdeza, vive 300 anos. Você conhece algum coelho que tenha vivido 15 anos?
Gostaria de contribuir com outro exemplo, o de Dorival Caymmi. O letrista compositor e intérprete baiano era conhecido como pai da preguiça. Passava 4/5 do dia deitado numa rede,bebendo, fumando e mastigando. Autêntico marcha-lenta, levava 10 segundos para percorrer um espaço de três metros. Pois mesmo assim e sem jamais ter feito exercício físico viveu 90 anos.
Conclusão: Esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia? Sai dessa enquanto você ainda tem saúde... E viva o sedentarismo ocioso!!! Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo. Você terá toda a eternidade para ser só osso!!!
Então: NÃO FAÇA MAIS DIETA !! Afinal, a baleia bebe só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é GORDA !!! O elefante só come verduras e é GORDOOOOOOOOO!!!
VIVA A BATATA FRITA E O CHOPP!!! Você, menina bonita, tem pneus? Lógico, todo avião tem!
E nunca se esqueçam: "Se caminhar fosse bom para a saúde, o carteiro seria imortal".
Tudo Vira Bosta
Composição: Moacyr Franco e Rita Lee
O ovo frito, o caviar e o cozido A buchada e o cabrito O cinzento e o colorido A ditadura e o oprimido O prometido e não cumprido E o programa do partido Tudo vira bosta...
O vinho branco, a cachaça, o chope escuro O herói e o dedo-duro O grafite lá no muro Seu cartão e seu seguro Quem cobrou ou pagou juro Meu passado e meu futuro Tudo vira bosta...
(Refrão) Um dia depois Não me vire as costas Salvemos nós dois Tudo vira bosta...
Filé 'minhão', 'champinhão', 'Don Perrinhão' Salsichão, arroz, feijão Mulçumano e cristão A Mercedes e o Fuscão A patroa do patrão Meu salário e meu tesão Tudo vira bosta...
O pão-de-ló, brevidade da vovó O fondue, o mocotó Pavaroti, Xororó Minha Eguinha Pocotó Ninguém vai escapar do pó Sua boca e seu loló Tudo vira bosta...
(Refrão 2x) Um dia depois Não me vire as costas Salvemos nós dois Tudo vira bosta...
A rabada, o tutu, o frango assado O jiló e o quiabo Prostituta e deputado A virtude e o pecado Esse governo e o passado Vai você que eu 'tô cansado' Tudo vira bosta...
(Refrão 2x) Um dia depois Não me vire as costas Salvemos nós dois Tudo vira bosta...
Cheguei em casa - não a minha(?!) - depois de uma excelente sessão de terapia e fui acometido por um sono incontrolável, destes que não há café com coca-cola(aja estômago) que resolva. Pois bem, perdi a hora de compromissos existentes, nada muito grave, mas desagradável sim. O mais chamativo é este sono repentino - a questão compromisso e afins resolvo no decorrer, primeiro as primeiras coisas. Um tipo de sono arrebatador e logo após ter falado a respeito de assuntos tão nítidos e importantes na vida de qualquer pessoa; fase de crescimento(?) - é opcional - fase rica mas também perigosa(atenção ao dobrar uma esquina). Como sempre, as decisões é que dirão. Já disse anteriormente: Sou o credor das minhas decisões. Seria este o sono da fuga ou é tanta informação que é preciso fazer um backup no computador cerebral (a máquina influenciando o homem) e reiniciar o programa, fazer uma atualização no sistema, passar um antivírus, limpar a "máquina"? Sim! Depois, seguir. Começa agora a fase operacional.